Durante essas semanas de férias muitas coisas têm passado pela minha cabeça, mas nada digno de um texto, para ser bem sincero. Entre os temas, temos minha pequena decepção pelo ocorrido na SP Indy 300, com os portões abertos na segunda-feira, meus comentários sobre os filmes [bons, em sua maioria] que assisti nesse período e uma pequena discussão sobre o valor da esperança, motivada por comentários de um amigo em uma rede social. Como parece bastante óbvio, este último pensamento parece ser o mais frutífero para estas linhas vazias que escrevo nesta sexta-feira treze.
Me pergunto se é normal ficar pensativo ao ler que a esperança é algo ruim, que nos engana com a promessa de resultados que nunca alcançaremos. Primeiro, é bem diferente daquilo que normalmente encontramos – normalmente gosto de opiniões contrárias ao senso comum; depois, me lembra os argumentos que apresentei no post “Porque não leio mais a série Crepúsculo”.
Como citei naquela ocasião, perece-me claro que sempre buscamos um objetivo. Há muitas formas metafóricas de dizer isso e tenho certa apreciação pelas mais românticas; então, por que eu deveria aceitar uma inscrição que diz que nunca serei bom o bastante para a pessoa que gosto? Ainda que isso seja verdade, o simples fato de acreditar que um dia poderá dar certo pode fazer com que eu levante com melhor humor numa segunda-feira fria pela simples esperança de vê-la antes da aula; ainda que ela nunca fale comigo, o esforço pode me levar a conhecer outras e fantásticas pessoas; ainda que isso também não dê certo, haverá alguma outra coisa para acreditar, buscar e viver por.
Alguns amigos que leram meus textos disseram que sou meio dramático; pois bem, podemos mudar o ponto de vista: como questionar o valor de algo que motiva um doente que sofre de uma enfermidade incurável a continuar sorrindo? Como sempre digo, não é a existência de problemas maiores que extingue o meu problema (egoísta, mas inegável), mas o exemplo extremo que acabei de citar serve para ilustrar que a possibilidade de atingirmos situações melhores, ainda que impossíveis, é intrínseco àquilo que somos.
Sendo assim, por que devo ler e concordar com textos e frases tão deterministas como a que motivou este texto? Ou mesmo, a série de livros citada no post de 2010?
Me aproximo da conclusão de que aceitar conclusões deterministas como a que motivou este texto é simplesmente contrário à natureza humana. Sempre vivemos buscando algo e esta sentença é verdadeira desde seu sentido biológico até os mais intensos sentimentos que buscamos. Por fim, indico um vídeo que vi no Twitter da Pri e me deixou sem palavras... pode parecer meio inadequado, mas veio à minha mente enquanto escrevia esse texto.
http://www.youtube.com/watch?v=lmq321zjkvs&feature=player_embedded
[Keep believing...]
