sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Depois da explosão

Por vezes me pergunto se escrever unicamente sobre Formula 1 é um erro. Bom, considerando a enorme quantidade de leitores que tenho, errar ou não não é um grande problema. Escreverei, a partir dessa semana, mais livremente, ainda focado no maior e melhor campeonato do planeta, mas com espaço para temas gerais (eu acho né).
Imagine, caro leitor, o grande dia da sua vida. Aquele que você não dormiu sem pensar que aconteceria, não acordou sem contar quantos dias faltavam, e tremeu ao abrir os olhos quando ele chegou. Você o vive, em toda sua intensidade (mas, se comete um erro, se não consegue se expressar, como corrige?). Chega o dia seguinte... é tão estranho acordar e não esperar nada do que está por vir...
Analiso essa semana com essa analogia: a F1 viveu, na última semana, a grande notícia do ano; agora, o que poderíamos esperar? Claro que o mundo não parou, mas a grande notícia da semana, em minha opnião, não passou da confirmação do inevitável: a demissão de Piquet.
A impresa brasileira, de forma geral, saiu em defesa do piloto, criticando, ou divulgando sem comentários negativos, as críticas de Piquet ao ex-manager. Particularmente, acho a demissão de Nelsinho justa e merecida. Se não pelos resultados desse ano - inegavelmente decepcionantes -, pelos do ano passado. Muitos poderiam questionar o pódio do brasileiro na Alemanha, mas aquilo foi totalmente circunstancial. Como Webber escreveu na semana seguinte ao referido fato, é um absurdo que "o piloto que quase venceu uma corrida faça apenas uma ultrapassagem em toda a corrida, que foi sobre a Williams de Nakajima, porque ele quebrou". Também não entendo as criticas que Nelson fez à Briatore; não sei o que ele esperava de seu chefe, já que tanto reclamou das cobranças por resultados - cobranças que todo funcionário recebe.
No mais, tivemos o veto, inicialmente por parte da Williams, do teste de Schumacher com a F60. Apesar de ferrarista, tenho que admitir que não seria justo conceder-lhe tal benefício depois da quase tortura imposta à Alguersuari; o erro, nesse caso, me parece do regulamento, que barra uma das marcas mais importantes do esporte: a evolução livre do carro - mais uma pra conta do Bernie. Mas é muito curioso que a primeira equipe a vetar o teste seja uma que sequer integra a FOTA, medida tomada por sua falta de espírito esportivo na época da discussão anti-teto orçamentário.
A preparação de Schumacher no teste é um alívio, um dia depois de sua partipação no GP da Europa ficar em dúvida - fato que seu empresário negou hoje.
A grande notícia boa notícia da semana foi, sem dúvidas, a alta de Felipe Massa. Fica a torcida para que, tão logo quanto possível, ele volte às pistas.
Com duas semanas antes do GP da Europa, esperamos pela grande sexta-feira, 21, quando Schumacher testará o F60. Antes disso, na segunda, 17, a Renault apelará da punição recebida no GP húngaro, tentando participar da prova em Valência. Acho dificíl que a equipe francesa consiga tal permissão, mas, com Fernado Alonso no quadro de pilotos - e com a participação em xeque numa corrida na Espanha -, tudo pode acontecer.
Resta-nos, agora, esperar.